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    <title>branco sujo</title>
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    <updated>2009-11-07T10:55:49Z</updated>
    <subtitle>de caracteres, ruídos e alguns bonecos</subtitle>
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    <title></title>
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    <published>2009-11-07T10:27:57Z</published>
    <updated>2009-11-07T10:55:49Z</updated>
    
    <summary>7.11.93 ...... 16...</summary>
    <author>
        <name>José Quintas</name>
        
    </author>
    
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        <![CDATA[<div style="font-size:100%;font-family:'trebuchet ms';font-size:11px;color:#dae0e6;" ><u>7.11.93</u></div>
<div style="font-size:100%;font-family:'trebuchet ms';font-size:11px;color:#dae0e6;" >...... 16</div>

<p><br />
<img src="http://jq.weblog.com.pt/arquivo/EBTG2.bmp" width="212" height="294" /><br />
<object width="212" height="25"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/fJxAK-mWgUU&hl=pt-br&fs=1&rel=0"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/fJxAK-mWgUU&hl=pt-br&fs=1&rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="212" height="25"></embed></object></p>]]>
        
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    <title>pequeno relatório de perdas e danos</title>
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    <published>2009-11-06T23:29:52Z</published>
    <updated>2009-11-07T10:38:56Z</updated>
    
    <summary>Fileden.com, o armazém onde desde 2006 depositei quase duas centenas de mp3 que fui colocando neste e no blog anterior, informou-me esta semana que esses ficheiros se perderam durante uma troca de servidores. ---o--- O seu penúltimo tweet é de...</summary>
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        <name>José Quintas</name>
        
    </author>
    
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        <![CDATA[<p>Fileden.com, o armazém onde desde 2006 depositei quase duas centenas de mp3 que fui colocando neste e no blog anterior, informou-me esta semana que esses ficheiros se perderam durante uma troca de servidores.</p>

<div align=center>---o---</div>

<p>O seu penúltimo tweet é de 28/9. O último é de 26/10.</p>

<div align=center>---o---</div>

<p>Ontem e hoje, no 742 da Carris, encontrei o mesmo velhotinho, com olhos muito azuis e nariz adunco, a falar sozinho. Hoje, a cadência de disparates, onde se incluía o Chalana, sopa de alho francês e a puta da cunhada que não sei quê, agarrou a minha atenção. Mal reparou nisso, disparou: «Está a olhar para mim para quê?». Nem pensei antes de responder: «Estou a gostar de ouvi-lo». Retorquiu: «Deixe de olhar, eu não sou para ser gostado». Brilhante. Estive para dizer: «Eu também não», mas contive-me.</p>

<div align=center>---o---</div>

<p>Voltei a telefonar-lhe perto das 21:00 de hoje. Nada.</p>

<div align=center>---o---</div>

<p><em>Cinco discussões, cinco, acesas, desnecessárias, nos últimos dias</em>, pensei há minutos, antes de ir para a janela ver se este presepiozinho de luzes, que estende por quilómetros até à Costa da Caparica, me distraía um pouco. Não seria a primeira vez. Não funcionou. Em vez disso, surgiu-me, de novo de supetão, uma sequência de versos que ressoavam decentes entre os parietais. Eram daqueles que relidos na manhã seguinte acordariam por certo a velha trindade interrogativa: «o que é isto? para que serve isto? a quem interessa isto?». Nem sequer os registei sem parágrafos.</p>

<div align=center>---o---</div>

<p>Nunca estive em Luanda. Acordo quase todos os dias com o pensamento em Luanda.</p>

<div align=center>---o---</div>

<p>São agora 22:47. Homens passeiam cães umas dezenas de metros mais abaixo. Um deles, em voz alta para o seu lulu, queixa-se da mulher e dos filhos que não o entendem, e do mais que eu não consigo ouvir.<br />
</p>]]>
        
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    <title>o dia em que me ouvi defender um governo PS</title>
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    <published>2009-11-05T20:01:40Z</published>
    <updated>2009-11-05T20:40:48Z</updated>
    
    <summary> (foto de Pedro Neves) É vergonhoso. Nunca imaginei que esse dia chegasse. Hoje, ao fim da manhã, no carro que me transportava a rádio transmitia o debate parlamentar sobre o programa do governo. A senhora líder do PSD acusava...</summary>
    <author>
        <name>José Quintas</name>
        
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        <![CDATA[<p><img src="http://jq.weblog.com.pt/arquivo/3431720_0hS4V-1.jpg" width="437" height="275" /><br />
<span style="font-size:12px;" >(foto de <a href="http://horizonteartificial.blogs.sapo.pt/">Pedro Neves</a>)</span></p>

<p><br />
É vergonhoso. Nunca imaginei que esse dia chegasse. Hoje, ao fim da manhã, no carro que me transportava a rádio transmitia o debate parlamentar sobre o programa do governo. A senhora líder do PSD acusava José Sócrates de ter apresentado um programa que repetia as promessas eleitorais do PS, como se o PS tivesse ganho eleições com maioria absoluta. Daí a pergunta/desabafo: Mas que raio de argumentação… que oposição é esta? Por uma vez, admita-se que o primeiro-ministro foi coerente. Pior, mais condenável seria o programa de governo não reflectir as promessas eleitorais. </p>

<p>Muito pior, claro, é que todos já sabemos que, com ou sem coerência, raramente as medidas anunciadas se traduzem na prática. Sendo a “conjuntura internacional” favorável ou não, só uma parte demasiado exígua das promessas eleitorais costuma ser cumprida por qualquer governo. Podem sempre argumentar que já existe uma maneira de fiscalizar/penalizar o seu não cumprimento: o voto de 4 em 4 anos. </p>

<p>Tal seria verdade se vivêssemos numa democracia realmente representativa, se os jornalistas pudessem sê-lo sem pressões ou autocensura, se a memória dos cidadãos funcionasse ao longo dos anos, em vez se diluir numa avalanche de notícias, factos, factóides, irrelevâncias que costumam desaguar na decepção, no desinteresse, na alienação da cidadania. Só a título de exemplo: para além de uma ou duas, quais, quantas promessas efectuadas pelo PS em 2005 recordamos hoje?</p>]]>
        
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    <title>gps virtual</title>
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    <published>2009-11-05T09:15:46Z</published>
    <updated>2009-11-05T13:59:14Z</updated>
    
    <summary>Ontem, enquanto a Weblog sofria vários ataques de soluços, tropecei numa funcionalidade do Blogger que permite criar uma coluna de links. Num par de horas que pareceram dias, reuni umas dezenas de sítios onde fui passando nos últimos tempos. Conforme...</summary>
    <author>
        <name>José Quintas</name>
        
    </author>
    
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        <![CDATA[<p>Ontem, enquanto a Weblog sofria vários ataques de soluços, tropecei numa funcionalidade do Blogger que permite criar <a href="http://www.blogger.com/profile/6950364">uma coluna de links</a>. Num par de horas que pareceram dias, reuni umas dezenas de sítios onde fui passando nos últimos tempos. Conforme as especificidades de alguns deles e, sobretudo, para servir as minhas <em>disposições virtuais</em>, separei-os em oito grupos. O Blogger reordenou-os todos alfabeticamente. Foi justo, democrático, e resultou numa salgalhada que não me vai ser tão útil quanto poderia. <br />
Só mais duas peculiaridades que atestam a cegueira do Blogger: o regressado «ágrafo», talvez devido ao acento pouco anglófilo, não ficou junto dos «aa»; não consegui incluir o «Frenesi», decerto por causa do «blogger content warning». Num dia qualquer, tenho de criar um blog com esse nome. Agora estou cansado. Passar os olhos por muitos blogues num curto espaço de tempo é um disparate - fica-se com vontade de fechar o nosso. Vou trabalhar. Talvez alguma ideia tropece em mim.</p>]]>
        
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    <title>um anúncio pouco ortodoxo a partir de sebald e panero</title>
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    <published>2009-11-04T18:43:00Z</published>
    <updated>2009-11-04T18:58:51Z</updated>
    
    <summary> Atrevi-me, por fim, a ler «Austerlitz», de WG Sebald, e «Poemas», de JL Panero. Mantiveram-se ambos em recatado desarrumo, desde o Verão, à espera que eu me decidisse. A leitura não tem sido tão áspera quanto supunha. Apesar de...</summary>
    <author>
        <name>José Quintas</name>
        
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        <![CDATA[<div align=center><img src="http://jq.weblog.com.pt/arquivo/bebes.jpg" width="362" height="478" /></div>

<p><br />
Atrevi-me, por fim, a ler «Austerlitz», de WG Sebald, e «Poemas», de JL Panero. Mantiveram-se ambos em recatado desarrumo, desde o Verão, à espera que eu me decidisse. A leitura não tem sido tão áspera quanto supunha. Apesar de muito provavelmente nada existir de comum entre ambos os livros, consigo reuni-los numa só gaveta de coisas/assuntos/escritas que se encontram intrinsecamente distantes do que costuma interessar-me à primeira vista. Nessa mesma gaveta, encontram-se igualmente a eito outros livros com descrições (para mim) demasiado extensas, discursos intimistas (que não o meu), filmes cuja acção decorra em cortes dos séculos 16 e 17, documentários sobre mecânica automóvel, caixas de primeiros socorros, debates televisivos sobre o que for, conversas em torno dos hábitos alimentares dos bebés, enfim, uma série de coisas, que não sendo propriamente detestáveis nem inúteis, contêm, à partida, pouco de cativante. Até por isso, pelo potencial desconhecido que carregam, a leitura destes dois livros tem valido a pena. </p>]]>
        
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    <title>dois poemas de juan luis panero</title>
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    <published>2009-11-04T16:23:38Z</published>
    <updated>2009-11-04T16:51:43Z</updated>
    
    <summary> O FIM DA ESCADA A estranha sensação de ter morrido em Viena, numa tarde de outono de 1992, numa casa cuja escada nunca subi. De ser desde então um intruso, um farsante, o actor sem futuro de uma comédia...</summary>
    <author>
        <name>José Quintas</name>
        
    </author>
    
    <content type="html" xml:lang="pt" xml:base="http://jq.weblog.com.pt/">
        <![CDATA[<p><br><br />
O FIM DA ESCADA</p>

<p>A estranha sensação de ter morrido<br />
em Viena, numa tarde de outono de 1992,<br />
numa casa cuja escada nunca subi.<br />
De ser desde então um intruso, um farsante,<br />
o actor sem futuro de uma comédia má.<br />
De que o destino, implacável e rasteiro,<br />
se vingou na longa noite de um hospital,<br />
nas horas vazias que tento preencher.<br />
Inventar, não heterónimos como fez Pessoa,<br />
mas algo mais simples, o homem que escreve agora,<br />
a medíocre perseverança dos seus feitos,<br />
enquanto, insistente, me tenta a ideia de voltar,<br />
de subir de vez os degraus, de bater a uma porta.<br />
Mas quem sabe se ainda uma história pior,<br />
um horror mais nítido me espera ali,<br />
no fim da escada, diante da imaginada porta?</p>

<p><br></p>

<p>PIERRE DRIEU LA ROCHELLE<br />
DIVAGA PERANTE A MORTE</p>

<p>No fim, penso que tinha razão<br />
- toda a absurda intriga do poder,<br />
a faca implacável da inteligência,<br />
as sórdidas, políticas palavras,<br />
os riscados projectos impossíveis –<br />
sim, tinha razão nesse dia. Lembro-me bem<br />
quando pensei, deitado junto dela,<br />
que o único real era uma boa puta, <br />
Uma pele cálida, uns lábios silenciosos, umas mãos peritas,<br />
naquele bordel, ao pé de Neuilly, ao amanhecer.<br />
Por isso, porque acho que tinha razão, sou mais culpado<br />
- livros, declarações, ideias, lealdades,<br />
o segredo de tudo, o avesso do nada –<br />
quanto tempo perdido para chegar a isto,<br />
para recordar, sem solução já, as suas longas coxas,<br />
o sabor espesso da sua boca, os roçados mamilos.<br />
Chegava uma luz cinzenta sobre a cama,<br />
sobre o seu cu memorável, imóvel,<br />
sim, tinha razão, aquela puta<br />
de quem nunca soube o nome ou talvez tenha esquecido,<br />
o fumo de um cigarro, isso é tudo, eu tinha razão,<br />
e se não a tinha, que importância tem agora?</p>

<p><br></p>

<p>(trad. J. M. Magalhães)<br />
</p>]]>
        
    </content>
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    <title>um blog sobre lazer e viagens</title>
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    <published>2009-11-04T12:52:48Z</published>
    <updated>2009-11-04T14:22:11Z</updated>
    
    <summary> Caímos na asneira de dizer que a foto se destinava a um blog sobre lazer e viagens e os convivas esfumaram-se da mesa num ápice. Na maior parte do tempo, é reconfortante estar rodeado de gente assim, saudável (repare-se...</summary>
    <author>
        <name>José Quintas</name>
        
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        <![CDATA[<p><img src="http://jq.weblog.com.pt/arquivo/pm.jpg" width="410" height="197" /></p>

<p>Caímos na asneira de dizer que a foto se destinava a um blog sobre lazer e viagens e os convivas esfumaram-se da mesa num ápice. Na maior parte do tempo, é reconfortante estar rodeado de gente assim, saudável (repare-se na quantidade de água sobre a mesa), que desconfia das imagens em monitores, que não já não quer saber da net para nada, a não ser para comprar bilhetes de avião mais baratos. Noutras alturas, olha-se para a senhora de serviço às mesas e deseja-se que a mesma seja uma espia russa dos anos 50, que o seu estranho sorriso signifique que acabou de despejar nas bebidas um químico marado, daqueles que nos fazem acordar numa dacha siberiana, algemados a um samovar, indefesos diante de uma <em>bond girl</em> que nos afoga em maldades. Enfim, escrito isto, começo a duvidar se H2O seriam as únicas letras e números dentro do meu copo.<br />
</p>]]>
        
    </content>
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    <title>zoológica</title>
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    <published>2009-11-03T12:20:14Z</published>
    <updated>2009-11-03T12:25:28Z</updated>
    
    <summary>&quot;Tal como os animais do Nocturama, entre os quais há um número excepcional de raças anãs, minúsculos fenecos, lebres saltadoras e hamsteres, também esses viajantes me pareceram encolhidos, fosse pela invulgar altura do tecto da sala, fosse pela escuridão que...</summary>
    <author>
        <name>José Quintas</name>
        
    </author>
    
    <content type="html" xml:lang="pt" xml:base="http://jq.weblog.com.pt/">
        <![CDATA[<p>"Tal como os animais do Nocturama, entre os quais há um número excepcional de raças anãs, minúsculos fenecos, lebres saltadoras e hamsteres, também esses viajantes me pareceram encolhidos, fosse pela invulgar altura do tecto da sala, fosse pela escuridão que se adensava, e creio que me assaltou a ideia, em si absurda, de que eram os últimos membros de um povo diminuto que tivesse sido expulso da sua terra ou perecido, e, por serem os únicos sobreviventes, traziam a mesma expressão triste dos animais do jardim zoológico.</p>

<p>O único animal que a minha memória reteve bem foi o urso-lavador, que observei longamente, sentado junto a um riacho com uma expressão severa no focinho, lavando repetidamente o mesmo bocado de maçã, como se tivesse a esperança, com todas aquelas lavagens muito para além de um zelo razoável, de poder escapar àquele mundo falso a que tinha chegado, por assim dizer, sem culpa nenhuma."</p>

<p><br></p>

<p>in «Austerlitz», W.G. Sebald<br />
</p>]]>
        
    </content>
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    <title>pop</title>
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    <published>2009-11-03T09:47:05Z</published>
    <updated>2009-11-03T09:47:38Z</updated>
    
    <summary></summary>
    <author>
        <name>José Quintas</name>
        
    </author>
    
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        <![CDATA[<p><img alt="einaudi.JPG" src="http://jq.weblog.com.pt/arquivo/einaudi.JPG" width="256" height="172" /><br />
</p>]]>
        
    </content>
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    <title>nem que troveje</title>
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    <published>2009-11-02T14:33:31Z</published>
    <updated>2009-11-03T09:37:47Z</updated>
    
    <summary>Einaudi, Ludovico. Hoje, às 21:00, no CCB. ....</summary>
    <author>
        <name>José Quintas</name>
        
    </author>
    
    <content type="html" xml:lang="pt" xml:base="http://jq.weblog.com.pt/">
        <![CDATA[<p>Einaudi, Ludovico. Hoje, às 21:00, no <a href="http://www.ccb.pt/sites/ccb/pt-PT/Programacao/Musica/Pages/LUDOVICOENAUDI–NIGHTBOOK.aspx">CCB</a>.<br />
<div align=right><div style="color:#F8F8F8;" >.</div></p>]]>
        
    </content>
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    <title>um lobo como tu (mais algumas considerações avulsas sobre António Sérgio)</title>
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    <published>2009-11-02T13:41:22Z</published>
    <updated>2009-11-02T14:16:19Z</updated>
    
    <summary> Hoje, só hoje, não me importa esta atracção da sociedade do espectáculo pelos obituários. Antes tarde do que nunca: a RADAR vai dedicar-lhe algumas horas do presente dia; foi, para mim, reconfortante encontrar no blogsearch do google tantas referências...</summary>
    <author>
        <name>José Quintas</name>
        
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        <![CDATA[<div align=center><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/kElZnHKZ8N4&hl=pt-br&fs=1&color1=0x3a3a3a&color2=0x999999"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/kElZnHKZ8N4&hl=pt-br&fs=1&color1=0x3a3a3a&color2=0x999999" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></div>

<p><br />
Hoje, só hoje, não me importa esta atracção da sociedade do espectáculo pelos obituários. Antes tarde do que nunca: a <a href="http://www.radarlisboa.fm/">RADAR</a> vai dedicar-lhe algumas horas do presente dia; foi, para mim, reconfortante encontrar no <a href="http://blogsearch.google.com/blogsearch?as_q=&num=10&hl=pt-PT&ie=UTF-8&ctz=0&c2coff=1&btnG=procura+de+Blogs&as_epq=antonio+sergio&as_oq=&as_eq=&bl_pt=&bl_bt=&bl_url=&bl_auth=&as_qdr=a&as_drrb=b&as_mind=1&as_minm=11&as_miny=2009&as_maxd=2&as_maxm=11&as_maxy=2009&lr=lang_pt&safe=off">blogsearch</a> do google tantas referências e dedicatórias. Vá que não vá, o gosto de um gajo, por um dia, sente-se menos isolado. </p>

<p>Ao longo de tantos anos a segui-lo com atenção (religiosa no início, desde 77 até final da década de 80; dispersa depois, quase ateia durante os anos 90; e, finalmente, desde 2007 na RADAR, com a intermitência de um agnóstico), nunca deu para aquilatar qual o nome, qual a banda, que António Sérgio poria acima dos demais. Como outro radialista (não tão influente/talvez mais famoso) me confidenciou há décadas, em plena <em>praia do rock'n'roll</em>, em Vila do Conde: «isto de divulgar novidades diariamente tem um preço: chega um dia em que não sabes do que realmente gostas; divulgas o que te parece novo e o teu gosto pessoal fica muito lá para trás…»</p>

<p>Ao longo de todo esse tempo, houve alturas em que pensei que The Fall estariam no topo das preferências de António Sérgio; outras houve em que apontei para The Undertones (contágio, talvez, de John Peel). No decurso do último par de anos (Viriato 25, na RADAR), para além de tanto mais, surpreendeu-me com a divulgação persistente de blues da primeira metade do séc. 20; também com uma série de gravações ao vivo que os Echo & The Bunnymen fizeram em várias House of The Blues, nos EUA, e também com gravações antigas dos The Waterboys.  </p>

<p>Na falta de melhor barómetro, deixo no topo «Wolf Like Me», um clip potentíssimo dos TV on the Radio. Quem não gostar é totó. Merece uma condenação perpétua: ouvir Beyoncé ou Celine Dion ou a actual MTV ou a banda sonora dos Morangos com Açúcar para todo o sempre.</p>]]>
        
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    <title>o império contra-ataca</title>
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    <published>2009-11-02T11:42:34Z</published>
    <updated>2009-11-02T11:56:43Z</updated>
    
    <summary> Depois da França (onde já existe, desde há poucos meses, uma lei que permite o corte da ligação à net após o 3º download ilegal), o Reino Unido: “quem persistentemente descarregar música e filmes arrisca-se, a partir de meados...</summary>
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        <name>José Quintas</name>
        
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        <![CDATA[<div align=center><img alt="imperio-contra-ataca.jpg" src="http://jq.weblog.com.pt/arquivo/imperio-contra-ataca.jpg" width="500" height="313" /></div>

<p>Depois da França (onde já existe, desde há poucos meses, uma lei que permite o corte da ligação à net após o 3º download ilegal), o Reino Unido:  </p>

<p>“quem persistentemente descarregar música e filmes arrisca-se, a partir de meados de 2011, a ficar sem acesso à net”, declarou há uns dias Peter Mandelson, membro do governo britânico.</p>

<p><br></p>

<p>Dois breves comentários:<br />
-  “a partir de meados de 2011”, mais um exemplo deste truque <em>democrático</em> contemporâneo – quando uma medida pode causar demasiada polémica anuncia-se a mesma com antecedência bastante, para que o tempo até que entre em vigor dilua as reacções adversas.</p>

<p>- Nem debito de novo o que penso sobre os direitos de autor nos dias de hoje. Trata-se de uma questão demasiado vasta para permitir abordagens simplistas, como em quase tudo que ao Direito e à Economia diz respeito. Ainda assim, para os criadores que não são best-sellers já existe uma evidência incontornável. Estes, que constituem a maioria, têm, ou deveriam ter, a noção de que o download gratuito é actualmente o único modo de divulgarem o que fazem, e que o download ilegal (i.e., sem o seu conhecimento) permite que as suas obras cheguem a muito mais pessoas. <br />
Também já era tempo de a maior parte de nós, consumidores, ficar com a noção de que estas medidas são um reflexo das pressões da grande indústria, servem sobretudo os interesses dos vendilhões de cultura.</p>

<p></p>

<p>(<a href="http://www.google.com/hostednews/ukpress/article/ALeqM5iKGD0NALk_5SbufCB4iVJZ7ItQaQ?index=0&ned=pt-PT_pt">fonte</a>) <br />
</p>]]>
        
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    <title>António Sérgio</title>
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    <published>2009-11-01T22:33:47Z</published>
    <updated>2009-11-02T12:15:34Z</updated>
    
    <summary> Em 80 e poucos, um radialista que passava umas temporadas no Reino Unido e nos EUA chegou a dizer-me, com algum espanto à mistura, que naqueles países a percentagem de pessoas que gostava do então denominado «som da frente»...</summary>
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        <name>José Quintas</name>
        
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    <content type="html" xml:lang="pt" xml:base="http://jq.weblog.com.pt/">
        <![CDATA[<table border=0><tbody><tr><td width="295">
<span style="font-size:12px;line-height:1.5" >
Em 80 e poucos, um radialista que passava umas temporadas no Reino Unido e nos EUA chegou a dizer-me, com algum espanto à mistura, que naqueles países a percentagem de pessoas que gostava do então denominado «som da frente» (o termo <em>indie</em> só se vulgarizou anos mais tarde) era muito menor do que em Portugal.

<p>O principal responsável por essa “aberração” estatística foi-se, ontem, ao fim de quatro décadas dedicadas quase em exclusivo à Rádio. As minhas preferências musicais e as de uma imensa minoria teriam decerto sido diferentes sem a sua voz e gosto irrepreensíveis. Esse pequeno mundo dos megahertzes, de que fiz parte durante alguns anos e que foi de longe aquele a que mais gostei de pertencer, encolheu mais um pouco.<br />
</span></td><td><img alt="antonio-sergio.jpg" src="http://jq.weblog.com.pt/arquivo/antonio-sergio.jpg" width="251" height="308" /></tr></tbody></table></p>

<p><br />
<div align=center><span style="font-size:12px;line-height:1.5" >(passe a autocitação: +1 post, <a href="http://jq.weblog.com.pt/arquivo/2007/12/viriato_era_pastor_pastava_ove">este</a> de 2007, sobre António Sérgio)</span></div></p>]]>
        
    </content>
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    <title>pomplamoose</title>
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    <published>2009-11-01T11:55:45Z</published>
    <updated>2009-11-01T18:25:36Z</updated>
    
    <summary>ela: corpo e voz em perfeita sintonia ele: um músico e pêras ela, no entanto, explica que pomplamoose significa toranja em francês...</summary>
    <author>
        <name>José Quintas</name>
        
    </author>
    
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        <![CDATA[<p>ela: corpo e voz em perfeita sintonia<br />
ele: um músico e pêras</p>

<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/fYy2p_0DVMU&hl=pt-br&fs=1&color1=0x3a3a3a&color2=0x999999"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/fYy2p_0DVMU&hl=pt-br&fs=1&color1=0x3a3a3a&color2=0x999999" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>

<p>ela, no entanto, explica que pomplamoose significa toranja em francês  <br />
</p>]]>
        
    </content>
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    <title>ana c</title>
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    <published>2009-11-01T11:32:18Z</published>
    <updated>2009-11-02T00:31:35Z</updated>
    
    <summary>Aparentemente sem noção de quão bonita é: suaves raios por fora e por dentro. Também não lho disse. Não fui capaz. Tive uma tontura mal entrou no restaurante. Pressentiu-a. Desculpei-me com uma mini preta, estômago vazio e não sei mais...</summary>
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        <name>José Quintas</name>
        
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    <content type="html" xml:lang="pt" xml:base="http://jq.weblog.com.pt/">
        <![CDATA[<p>Aparentemente sem noção de quão bonita é: suaves raios por fora e por dentro. Também não lho disse. Não fui capaz. Tive uma tontura mal entrou no restaurante. Pressentiu-a. Desculpei-me com uma mini preta, estômago vazio e não sei mais o quê. Terá acreditado?<br />
</p>]]>
        
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