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o império contra-ataca

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Depois da França (onde já existe, desde há poucos meses, uma lei que permite o corte da ligação à net após o 3º download ilegal), o Reino Unido:

“quem persistentemente descarregar música e filmes arrisca-se, a partir de meados de 2011, a ficar sem acesso à net”, declarou há uns dias Peter Mandelson, membro do governo britânico.


Dois breves comentários:
- “a partir de meados de 2011”, mais um exemplo deste truque democrático contemporâneo – quando uma medida pode causar demasiada polémica anuncia-se a mesma com antecedência bastante, para que o tempo até que entre em vigor dilua as reacções adversas.

- Nem debito de novo o que penso sobre os direitos de autor nos dias de hoje. Trata-se de uma questão demasiado vasta para permitir abordagens simplistas, como em quase tudo que ao Direito e à Economia diz respeito. Ainda assim, para os criadores que não são best-sellers já existe uma evidência incontornável. Estes, que constituem a maioria, têm, ou deveriam ter, a noção de que o download gratuito é actualmente o único modo de divulgarem o que fazem, e que o download ilegal (i.e., sem o seu conhecimento) permite que as suas obras cheguem a muito mais pessoas.
Também já era tempo de a maior parte de nós, consumidores, ficar com a noção de que estas medidas são um reflexo das pressões da grande indústria, servem sobretudo os interesses dos vendilhões de cultura.

(fonte)