uma coroa de plumas e um anel às cores enfiado no pénis
Umberto Eco, que parece um sujeito atinado, demasiado previsível, creio, por vezes surpreende. No âmbito do Carnaval perpétuo em que as tvs e os jornais tentam encerrar-nos, escreve ele num dos capítulos iniciais de «A Passo de Caranguejo»:
“O imbecil que viaja ao nosso lado no comboio e dirige operações financeiras em voz alta está na realidade a pavonear-se com uma coroa de plumas e um anel às cores enfiado no pénis.”