teoria prática da comunicação
[...]
There is a time when we all fail
Some people take it pretty well
Some take it all out on themselves
Some they just take it out on friends
Oh everybody plays the game
And if you don't you're called insane
[...]
Everybody was well dressed
And everybody was a mess
Oh all the girls played mental games
And all the guys were dressed the same
[...]
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- Julian Casablancas |
Isto não é um regresso. É mais um adeus (o último, espero), um desejo:
Que o pariu, mais o seu canto e a promessa de redenção, a esperança e o caralho traduzido em conas por todo o lado! Não vale a pena. A maior parte de nós não presta mesmo. Até quando dizemos sim não interessamos nem ao jesus-menino nem ao pobre diabo. Ninguém quer saber realmente de ninguém, admitam por uma vez só.
Não, eis o que resta. Não há, nunca houve lugar para amores, amizades, cumplicidades num tempo inteiro. Devaneios, experiências, distracções, pouco mais. No meu espelho, vi-os trocar o ânimo pela melancolia da moda; simulacros de amizade porque sim, porque estamos sós e nunca se sabe quem pode vir a ser útil. E pouco há de mais vão do que esta serventia, pouco mais houve que estupidez quando afugentei amizades raras, desinteressadas como cometas.
Outros vi esconderem a azia sob as escadas da sedução, enquanto se afastavam como, dizem, todas as galáxias. Vi-os sorrir ocre, ciente de que a matéria negra não vai parar de crescer, mas nada disse em contrário. Sorriam, menti, sorriam enquanto puderem. Até há bem pouco, evitei dizer-lhes o que os espera, aquilo de que sou feito: cinzas, raios! E por mais que o vento sopre de feição as cinzas vão perdurar.
