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a nuvem de cuecas

Há de tudo demasiado, tão ínfimo, aliás, começando nos meus advérbios, vírgulas sem modos. Ah, e também uma série pimba na Fox Life atulhada de fantasmas, cadáveres que se foram de jeito pouco pacífico, Maiakovski possesso, rodopiando no túmulo quando lhe recompus os pedaços, e vidas sempre, sempre à míngua, mais uma nuvem de calças que já não cabe em céu nenhum, tecido que sobra e desfalece na boca de um sino.

Dlin-Dlon, ma chère chinoise, chama-me Alan ou Christian, tanto faz. Dior ou melhor, com uma tosca tesoura de podar arrumo um, dois pares de calções da nuvem pied-de-poule. Voo raso e perco-me nas Bermudas. Acabo de cuecas, dissimulando a fala sob um salário que não o justifica, sob esta vergonha que não se vai.

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