religião, moral e cosmética, mais um post dúbio sobre
Porque não olhar para as virtudes colectivas como se da indústria dos sabonetes se tratasse? Repare-se: o saloio sabonete azul-e-branco não consegue cativar seis milhões de portugueses; não consta que a percentagem lgbt da população prefira o sabão com laivos cor-de-rosa. Subsumindo marcas que desconheço: o sabonete Patti nunca é para mim. E assim por diante até chegar a uma virtude em vias de extinção.
Numa incerta perspectiva, a compaixão será mais um epítome do sabonete Lux. Noutra, contudo, não difere por aí além das pequenas bactérias que pululam na flora intestinal. Convém que existam, porque os excrementos por decompor viajariam com maior desconforto e cheiro talvez mais nauseabundo. Simultaneamente, por exigências de saúde privada, o organismo tenta mantê-las debaixo de olho, sob pena de a sua proliferação noutras geografias do aparelho digestivo permitir a promiscuidade entre o perfume e o cheiro da merda. Isso seria feio, tão feio quanto as nossas entranhas ou este post, e tudo isto desagua na admiração pelos residentes do bairro da Bela Vista. Quanto a mim, não passo de um sabonete Dove, feito da gordura de cavalo cansado.
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:D
Posted by: daniel ferreira | maio 11, 2009 10:14 PM