da fama e do anonimato
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We’re only two and I've no wish to worry you,
so pay no mind to those who say the world is unkind -
that's just something they've read,
and if I could I'd strike them dead.
And this you will recall in after years,
though you may weary of this vale of tears -
these days remember, always remember.
I hope you never change,
I'll call you Jimmy, they call you James.
Don't ever change, I'll call you Jimmy,
they call you James.
«These Early Days», Everything But The Girl, in Idlewild (1988)
am i alright, do i look alright? / a car has killed you / and your corpse
has de-discouraged us to never never never never never look up /
the scorpion in our chests cuts the word to scar, powerless
«F.T.W.», Jamie Stewart / Xiu Xiu, in Women as Lovers (2008)
Boris: Todos os meios de expressão podem dar lugar a obras de arte, mas um que vos exigisse à partida uma pá de vapor de 700 milhões, um martelo-pilão de 2.000 toneladas e um transatlântico para transportar blocos de pedra, limitaria de forma singular a capacidade de expressão. Não haveria muitas pessoas que tivessem meios de financiamento para tal.
Se uma tela custasse 800.000 francos, um tubo de tinta um milhão e um pincel dois milhões, haveria muito menos pintores do que agora. Acontece que o papel não é caro, a pluma também não, a caneta também não e a tinta também não. Logo, pode haver mais livros e, consequentemente, mais bons livros. Na totalidade, há forçosamente mais bons do que maus.

Aldous: Defrontamo-nos aqui com um facto puramente aritmético. No decurso do século passado [19], a população da Europa Ocidental mais que duplicou. Mas o material de leitura ou ilustrado, segundo imagino, aumentou na proporção de 1 para 20 ou talvez até de 1 para 50 ou 100. Logo, se uma população de X milhões dispõe de N talentos artísticos, uma população de 2X milhões disporá provavelmente de 2N.
Podemos resumir a situação da seguinte forma: enquanto há 100 anos se publicava uma página de material escrito e ilustrado, hoje [1933] publicam-se 20 ou mesmo 100 páginas. Por outro lado, enquanto há 100 anos existia um talento artístico, hoje existem 2.
Admito que, como consequência da escolarização, haja actualmente um maior número de talentos virtuais que outrora não pôde tornar-se produtivo por não ter podido desenvolver os seus dotes. Admitamos pois que a um talento artístico de então, correspondam hoje três ou mesmo quatro.
Isso em nada altera o facto de o consumo de material de leitura ou ilustrado ter ultrapassado em larga medida a produção natural de escritores ou desenhadores talentosos.
Com o material sonoro passa-se o mesmo. A prosperidade, o gramofone e a rádio criaram uma audiência cujo consumo cresceu de forma desproporcional relativamente ao crescimento demográfico e, por conseguinte, ao crescimento 'normal' de músicos de excepção.
Daí resulta que em todas as artes, quer em números absolutos ou relativos, a produção de resíduos é maior que anteriormente; e assim permanecerá enquanto as pessoas continuarem a consumir em excesso […]
(citação de Boris Vian, extraída por Nöel Artaud de artigos publicados em inúmeras publicações francesas versus citação de Aldous Huxley, extraída de «Croisière d'Hiver, Voyage en Amerique Centrale»)
«Usa-se», dizem. Quarentonas há que dizem exactamente o mesmo para justificar um guarda-roupa digno da Floribela. Mas é verdade que se usa mesmo. Em blogues ianques, que eu tenha reparado, desde a Primavera de 2007. Por cá, talvez desde o Outono desse ano.
Não deixa de ser estranho, contudo, entrar num sítio, blog ou não, e ficar vesgo diante de informação a rodos, a 3-4 colunas, com frames e subframes, títulos de vários tamanhos e caracteres, labels, tags, widgets, botões a coruscar, implorando cliques para sítios que não interessam nem a José Eduardo Moniz - uma festa de que fujo como no passado os judeus e, mais recentemente, os iraquianos da Babilónia.
O problema não está na festa em si, creio, pois parece ser da natureza das coisas crescerem antes de diminuírem, e voltarem a crescer e a diminuir, e assim por diante, com alguns estoiros pelo meio.
O problema residirá precisamente no risco de, no entre tanto, estoirar a memória e, por tabela, a atenção. Experimente-se fazer uma busca por «information overload» (nunca nas páginas iniciais, p.f.), ou então aproveite-se aquela comparação recorrente dos cérebros com as CPU: a partir de certo ponto, quanto maior o volume de informação armazenado, menor a velocidade de processamento, menor a velocidade de reacção àquilo que realmente interessa a cada um ficar atento.
Não duvidaria ser essa uma das razões porque alguns magnatas dos media, prováveis promotores da informação por um canudo se tivessem vivido há 100 anos, se tornaram, nas últimas décadas, fanáticos defensores da massificação da dita.
Ilustrando o filme: «Já não se pode restringi-la? É feio e antidemocrático? Nenhum problema com isso. Inunda-se de monitores as casas, as escolas, os locais de trabalho, até as ruas; mistura-se meias-verdades e mentiras, verdades se preciso for; mete-se-lhes tudo, a toda a hora pelos olhos dentro, de tal modo que, de tão confusos, já nem sabem para onde se virar; desde que cada um fique mudo e quedo no seu canto e não pare de consumir…»
Espertos, sem dúvida. Souberam adaptar-se. Levá-los à letra quando falam de liberalização é ver neles seguidores de Bakunine. Fazer de conta que não existem implica aceitar o destino dos opositores de Lenine e Estaline; desta vez, num gulag construído à medida de cada um.
![]() | I consider that a man’s brain originally is like a little empty attic, and you have to stock it with such furniture as you choose.
A fool takes in all the lumber of every sort that he comes across, so that the knowledge which might be useful to him gets crowded out, or at best is jumbled up with a lot of other things, so that he has a difficulty in laying his hands upon it. Now the skilful workman is very careful indeed as to what he takes into his brain-attic. He'll have nothing but the tools which |
Depend upon it - there comes a time when for every addition of knowledge you forget something that you knew before. It is of the highest importance, therefore, not to have useless facts elbowing out the useful ones.
in «A Study in Scarlet», Arthur Conan Doyle (1887)

Pode-se ter a certeza de que um certo prazo de validade expirou quando num mesmo dia de trabalho se é assediado por um homem e uma mulher, ambos com idade para serem meus tios.
Ao primeiro, um solitário assessor governamental na reforma, muito directo na abordagem, disfarcei o embaraço, sugerindo que buscasse no google chats do género.
A segunda, uma loira dona de um spa, após vários elogios descabidos e já no final do assunto que lá me levou, pediu-me o nº de telemóvel para «tomarmos um café um dia destes», com a justificação «é que sabe… a sua cara parece daqueles filmes que já ninguém vê». Nem quis saber quais. Sobrava desalento para um só dia.

Em 3 blogues e 4 anos e meio disto talvez não tenha efectuado mais do que um par de links para edições online de jornais. Preconceito meu, é óbvio, e, mais ainda, reflexo da recusa de viver na realidade, com e sem aspas, que a imprensa nos oferece.
No entre-vírgulas «com e sem aspas» cabe quase tudo: desde factos – factos mesmo, coisas que aconteceram – até notícias do género «fulano de tal declarou que isto vai ser assim ou assado», passando por sombras de factos noticiados antes de o serem, de origem muito duvidosa, e que, frequentemente, nunca chegam a sê-lo.
A crescente prevalência desta última tendência é suficientemente dissuasora do impulso benigno que pode levar à compra de um jornal. Nem precisaria apelar ao instinto básico de não atafulhar a memória com informação irrelevante.
O que tenho perdido por desconhecer ou chegar tarde ao que muitos estão fartos de saber? Assim de repente, não recordo mais do que uma multa por ignorar que as inspecções aos carros já não se podem fazer quando me dava na veneta.
Vem este parlapié, igualmente irrelevante para o aumento da sabedoria colectiva, a propósito do link mais abaixo paras as crónicas de Manuel António Pina no JN. Na última, transcrita a seguir quase na íntegra, encontra-se ilustrado, reductio ad absurdum, um modo cada vez mais frequente de preencher papel de jornal com nada de nada vezes nada. NADA.
Nota final: Aprendi a nadar no início dos 90 quando me cansei de ler jornais com a regularidade intensiva da década anterior. Tantos anos depois, é desolador reparar que, à censura e à escassez informativa do antigo regime, a democracia "plena" em que vivemos acabou por contrapor um modelo de jornalismo assente na quase total ausência de substância, deixando aos leitores o papel de frangos de aviário, i.e., obrigados a esgravatar, a esgravatar sem parar, para conseguir encontrar grãos de informação realmente útil por baixo da ração de lixo que nos servem diariamente.
| Parece que o homem faz anos hoje. Soube-o ao arribar num blog de piratas com cerca de 58972 versões descarregáveis de «Like a Rolling Stone»; nem de propósito uma das poucas (das centenas escritas por quem disse um dia não gostar de ser chamado «escritor de canções») que soa melhor cantada por ele próprio. | ![]() |

1. Semana estranha. Esta. Do lado de fora e aqui também. Continua o afastamento de todas as órbitas conhecidas. Retido dentro de um gif pouco animado. Num universo coberto de látex. Repito-o para ver se se rasga. Nenhum post feito por mim, parece-me agora. Um candidato ao Parlamento Europeu comentou o de baixo. Foi mais gentil comigo do que eu com ele. De recordação, deixou-me uma luva. Branca.
2. Instalei ontem uma bússola da marca Sitemeter. Registou uma visita ainda mais inesperada. Alguém sitiado em Huntsville, no Alabama, sede do Space and Rockets Center, onde eu deveria trabalhar, não fosse esta indolência inquieta. Carl Sagan explicou um dia que a expressão «estar siderado» significava inicialmente «sentir-se influenciado pelas estrelas». Deixo o vodu para a Maya e o Prof. Karamba. Organizo eventos de outra sorte. O espaço exterior como o interior. Em cima como em baixo. Breu.
(My Morning Jacket, versão de Rocket Man + imagens dos filmes Contact e The Man Who Fell To Earth, melhor apreciáveis no modo ecran inteiro)
O rapaz de cima chama-se Frederico Duarte de Carvalho. Nasceu em 1972 no desconhecimento do que todos sabemos: já ninguém nasce em 1972. E chega de paródia... Trata-se do primeiro da lista de candidatos do PPM ao parlamento europeu. Ontem, ao vê-lo entrevistado na RTP2, quase poderia jurar que o ouvi dizer que «a Europa precisa de uma revolução», para emendar logo após para «reformas profundas» ou algo assim inócuo.
Achei o lapsus linguae engraçado. A sério que achei:
- não por julgar hipócrita o jovem monárquico, pois até me pareceu algo ingénuo ao longo da entrevista;
- não por suspeitar que no cerne de uma identidade conservadora jaz a crença redutora que os jacobinos não passaram de assassinos e que a passagem do tempo, a clarividência e a boa-vontade (sic) das elites nos trariam os mesmos direitos individuais e colectivos que consideramos (?) hoje inalienáveis;
- não por saber que parte da retórica conservadora dos últimos, digamos, 30 anos, se apropriou, por demagogia/resignação, do vocabulário revolucionário.
Antes por reparar que algumas das palavras que realmente me importam continuam a sair da boca de quem menos espero.
(Frederico Duarte de Carvalho anda na bloga desde 2003 e, em 2005, criou um curioso blog paralelo chamado «O Fim da Democracia»)

[…] os calendários não contam o tempo como os relógios. São monumentos de uma consciência da História cujo menor traço parece ter desaparecido há cem anos. A revolução de Julho [de 1789] comportou ainda um incidente em que uma tal consciência pôde afirmar os seus direitos. Na tarde do primeiro dia de combate, verificou-se que em vários locais de Paris […] se tinha disparado contra os relógios murais. Uma testemunha ocular […] escreveu então: Quem acreditaria em tal? Dir-se-ia que, irritados contra a hora, novos Josués, ao pé de cada torre, atiravam sobre os quadrantes para parar o dia.
Walter Benjamin, excerto de «Sobre Arte, Técnica, Linguagem e Política»
(a rapariga do calendário republicano lá em cima corresponde ao mês «Prairial» que ia de 20 de Maio a 18 de Junho)
que não nasceu de uma danação qualquer,
que não causou dano imprevisto em quem nela tropeçou,
em quem dela, apesar de tanto, nada quer.
Consegues contá-los?
De quantos dedos precisas?
Quantos dedos de quantas mãos?
Quantos querem realmente saber de ti?
E de quantos queres tu saber?
Aqui,
longe,
num café de Lisboa,
quase à beira do Tejo turvo das fragatas,
a olhar um paquete que vai na direcção da barra,
subitamente é como se eu também partisse.
E só de pensar-me partindo
embarco e, deslumbrado,
imagino-me chegado às ilhas.
in «Laranjas», de Pedro da Silveira
(para Ian Curtis, a partir de um verso de Mário Cesariny)


A água & o azeite, e ainda todos os elementos da Tabela Periódica que olham para a Osmose como um derivado pequeno-burguês de fachada socialista. Isto para não pessoalizar. Fazendo-o: o Papa & o látex; eu & todas as minhas profissões sem fé; o prefácio de João Cravinho & a biografia de João Rendeiro; Nuno Ramos de Almeida & TVI; Miguel Vale de Almeida & Jugular; José do Carmo Francisco & Aspirina B.

É bem provável que isto vá desiludir alguém mais próximo. Que se lixe! A amizade não serve como desculpa para limitar a expressão de ideias.
Não tenho, nunca tive qualquer afinidade com o PS, e não vão ser as causas-bombons lançadas à Esquerda (aborto, casamento “gay”) que vão seduzir o meu voto ou a minha empatia; não trabalho em teatro nem em cinema nem em museologia nem, como facilmente aquilata quem por aqui passa, produzo conteúdos que se possam enquadrar naquilo que soi chamar-se Cultura. Dito isto, vem o que importa.
Tive, por razões profissionais, de lidar durante meia dúzia de tardes com o senhor da foto antes de ele ser ministro, e já então me pareceu tratar-se de um ser humano muito decente. Não me refiro a vernizes. Refiro-me mesmo à decência sem aspas, que raramente perpassa da urbanidade necessária nos relacionamentos profissionais.
Anteontem, depois da sua posição diante dos proto-fascistas que recorrem à falácia dos direitos de autor para encobrir ganâncias que o Tempo fintou, fiquei convencido da minha impressão inicial.

Num destes dias, andava em bolandas por pixels nunca antes navegados, quando, de salto em salto, de link em link, de liana em liana qual Tarzan suburbano, voei a razar por umas dezenas de blogues assinados por autores completamente anónimos. E li coisas sobre a actual governação que não cabem naquela trintena de blogues muito respeitáveis que se convencionou citar a propósito de tudo e de nada.
Encontrei neles sentimentos claros de revolta, quase de exasperação, muito semelhantes aos que vou deparando no meu trabalho diário. E lá fiquei indignado. Claro que fiquei, porque é cada vez mais raro encontrar quem defenda o estado actual do sítio, e é preciso quem o faça, por uma questão de justiça, de equilíbrio, ou não vivêssemos em plena democracia.
Virei-me então para um totem doméstico de Guy Debord e orei: «Dizei-me, senhor, onde poderei encontrar "situacionistas" nos dias de hoje?». Poderia jurar que Monsieur Debord respondeu algo assim:
- Moço, não percas mais tempo nem esforces o teu canal cárpico. São estas as minhas nomeações para os Prémios Pinto de Sousa: Causa Nossa, Câmara Corporativa, Aspirina V, Jugular, Da Literatura. Se conheceres outros, não te coíbas de divulgá-los.
Preciso de um trangolomango, de uma valsa do reviralho. Diz no B.I.: sou português. Logo, sonho com a mudança e sofro de compaixão por todos os coitados. Nem me importo de votar PS pela 1ª vez, só para apressar o caos. Até ando com pena do nosso primeiro, agora perseguido por sabujos famosos e obscuros. Nem sei o que andaram a fazer entre 2005 e 2008. À espera que um gajo com o duvidoso nome de Belmiro quebrasse os dentes quando lhe roeram a corda da PT? Não tinham vez no oftalmologista? Vão-se catar! Arreda que o Prémio Pinto de Sousa é meu!
Se este blog tivesse “tags”, o post de baixo e os de cima poderiam muito bem ser etiquetados: «como fazer amigos na bloga».

Seriam 15:30 da passada 5ª Feira. Terminava um arremedo de almoço num restaurantezeco da Praça dos Restauradores e eis que na mesa da frente se sentam um homem e uma mulher em absoluto silêncio. Reconheci apenas o homem. Não revelo o seu nome para não acentuar o tom algo paparazzo deste post. Adianto apenas alcunhas inventadas na hora: Inspector Gadget, Arauto do Último Grito, Tecnoprofeta dos Desertos Que Hão-de Vir.
Julgam, porventura, que chamou o empregado? Que murmurou alguma daquelas inanidades destinadas a que as mulheres não fiquem a pensar que somos zombies como a maioria dos homens: «este sol derrete-me as partes» ou «se continuares assim tão bonita, qualquer dia eu caio redondo» ou «não há vento lá fora...» ou «os fatos do Rui Costa não bastam para o Benfica ser campeão»?
Longe disso. Com aquele ar compenetrado de junkies na posse de heroína recém-adquirida, ambos alaparam os respectivos traseiros em frente um do outro e, sem trocarem um fonema sequer, desataram a dedilhar furiosamente nos seus iphones como se o mundo fosse acabar dentro de 5 minutos. Pior, como se para ambos já tivesse acabado.
Porque não olhar para as virtudes colectivas como se da indústria dos sabonetes se tratasse? Repare-se: o saloio sabonete azul-e-branco não consegue cativar seis milhões de portugueses; não consta que a percentagem lgbt da população prefira o sabão com laivos cor-de-rosa. Subsumindo marcas que desconheço: o sabonete Patti nunca é para mim. E assim por diante até chegar a uma virtude em vias de extinção.
Numa incerta perspectiva, a compaixão será mais um epítome do sabonete Lux. Noutra, contudo, não difere por aí além das pequenas bactérias que pululam na flora intestinal. Convém que existam, porque os excrementos por decompor viajariam com maior desconforto e cheiro talvez mais nauseabundo. Simultaneamente, por exigências de saúde privada, o organismo tenta mantê-las debaixo de olho, sob pena de a sua proliferação noutras geografias do aparelho digestivo permitir a promiscuidade entre o perfume e o cheiro da merda. Isso seria feio, tão feio quanto as nossas entranhas ou este post, e tudo isto desagua na admiração pelos residentes do bairro da Bela Vista. Quanto a mim, não passo de um sabonete Dove, feito da gordura de cavalo cansado.
A omnipresença d’Ele já não é o que era.
Estás preso, deves passar mal e eu sou cristão, João. Enquanto redimes sozinho os pecados do teu mundo, peguei em todos os desenhos e fui à Feira da Ladra. Não me compraram nem um. Vá lá, é para o João, implorei. Nem para papel de embrulho, disseram. Sou capaz de ter pedido um dinheirão, João. Era por uma boa causa.

































E o que faz Leymer quando descobre que o Technorati já não é fiável e cai na asneira de utilizar o Google para uma busca narcísica?
Perde a noção do ridículo e publica um post discreto num dia obscuro ou vice-versa, jurando a sete pés que a sua existência virtual se reduz a este blog, mais alguns comentários avulsos por aí, e que nada tem a ver, mas nada mesmo, com as contas que homónimos abriram no Twitter e no Facebook.
Fernando Nobre, médico e primeiro responsável da AMI, (alguém que conhece melhor o terreno do que os Directores de Informação de todas as cadeias de tv que abrem sistematicamente os telejornais com para-notícias) referia ontem, num horário pouco nobre da SIC Notícias, a tremenda discrepância entre o nº de vítimas da gripe A e das doenças infecciosas não-mediáticas.
Pergunta retórica: Que preocupação com a credibilidade do Jornalismo terão estes srs. directores de informação?
Haverá um dia, decerto longínquo, em que irão abrir os telejornais com a notícia « a tuberculose mata diariamente cerca de 5.000 pessoas » e ninguém vai acreditar.
(a ver: 2 vídeos elucidativos sobre o mais recente negócio do medo)

post restante no Frenesi

é possivel, desde há poucos dias, com um simples click no «V»

manifestar aqui a tua discordância.
(em 2.5.09, 331 tinham votado para acabar com o disparate, 46 para mantê-lo; parece-me pouco quando só basta escrever a password do gmail e um click num quadrado; é mais fácil do que ir daqui a um mês à junta de freguesia mais próxima votar, p.ex., contra Vital Moreira)