« «chicote? bomba? creolina? a liberdade?»
(tão pouco mudou desde então)
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ainda sobre a leitura de corpos


Não conheço ambição maior, mas esqueço por momentos as coisas e as palavras possuídas na quadra de Sena. Há realmente fases, alturas da vida em que cada um dá por si a descobrir sexo em corpos, formas da Natureza, objectos criados pelos homens, em quase tudo. Mas, sabem-no apenas os mais velhos, as hormonas não passam de pequenos bichos manhosos, inquietos, falíveis como um chip fabricado no Nepal.

Tempos passados volta-se a ler a mesma quadra ali em cima e repara-se que o Sexo e os seus sinais já não saltam tanto do Mundo para as nossas vistas.
A sério que não sei se isto é preocupante ou apenas natural (quem sabe ainda o que é natural?); se se trata de mais uma mentira piedosa para consumo interno; se se pode dizer dos corpos o que soi dizer-se da vida: que tem altos e baixos. Se se. Tanto se. Foda-se.