livreiros, uma apologia meio envergonhada aos
Estava na zona e resolvi passar por lá à procura de um livro cuja autora, cito-me, «salvo erro, começa por um E e tem um apelido basco ou catalão».
Vem nos livros e nos blogues: livreiro sofre; mais um freguês muito vago; livreiro acerta numa Elena cujo apelido voltei a perder (!). «E traduzida para português?... Castelhano é uma coisa…». Não havia.
Insisto, qual velhotinha que vai à modista em busca de uma noção difusa de tailleur para os primeiros sóis da Primavera: «Já agora, tem algo que fuja um pouco daquela ideia do desencanto?». Tinha. Entendeu num ápice mais um pedido estapafúrdio e sugeriu Miguel Martins e António José Forte.
Levei. Li. Gostei. Concluí: Quanta paciência e disponibilidade quase telepática! Tem de haver um céu para gente assim. Reparei depois que, às tantas, já lá se encontram.