da dificuldade de multiplicação dos intelectuais de direita
Nos últimos anos, alguns destes já-não-tão-jovens conseguiram realizar, imagino, os seus objectivos. Indício/paradigma dessa ambição? Alguns dos nomes d’O Independente escrevem agora no Expresso que antes abominavam – da revolução à instituição, um percurso comum também para conservadores?
Ainda agora, muito de vez em quando, ouve-se um ou outro comunicador de direita lamentar-se do facto de a maior parte dos seus colegas de profissão (escritores, cineastas, jornalistas, etc.) ser de esquerda e arredores. Em Portugal, com os tais 20% da população abaixo do limiar de pobreza, e talvez mais uns 60% a perder, ano após ano, o chamado poder de compra, tal lamento é, no mínimo, pouco inteligente - seja, só revela insanidade ou miopia, senão repare-se:
