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telejornal das 20:00, em Lilac 9



Lilac 9 não é só uma cor. É também o nome de uma lua nos arrebaldes da Nebulosa do Caranguejo encontrada em 1994 pelo defunto Jeff Buckley no meio dos acordes da sua versão de «Lilac Wine».

Actualmente deserta, já ali houve paisagens muito semelhantes às terras altas da Escócia, onde deambulavam humanóides apenas visíveis do pescoço para cima. Talvez o detalhe não interesse senão a uma minoria: consta que ocupavam o seu tempo deslizando por encostas, vales e desfiladeiros em busca da outra metade da sua cara.

Ainda que o resto dos seus corpos repousasse, inerte, em sofás instalados noutra dimensão, aqueles seres feitos de caras perdiam-se de e nos amores, na ânsia de se encontrarem no amor, até que um dia sobreveio o cansaço. Alguns astrofísicos receiam que aquela espécie ter-se-á desvanecido para sempre. Outros crêem que Lilac 9 permanece no mesmo lugar relativo, paciente, à espera de novos colonos.