fazer sentidos
STOP MAKING SENSE. Mais uma vez nos 80, demasiado presentes nos vídeos deste blog, sei-o bem. Contágio? Capelas? Não só em Lisboa. Em todo o lado. Em Vila do Conde, havia Le Café des Artistes, Le Coffee Shop de los Junkies & Anyone Else. Eu perseguia a Elsa enquanto a Elsa perseguia um proto-marido mais promissor. Tinha um nome diferente, ademais. MAKE SOME SENSE PLEASE. Vi o filme pela primeira vez no localmente mítico «Aguarela». Naquela altura fazia sentido escorraçar significados. Eram tantos. Demasiados. Diziam que as letras de Byrne eram obscuras, nebulosas. Céus! As suas letras eram minhas. O tom semi-histérico da voz passou-me ao lado. Tal como a Elsa. Tal como o pós-modernismo, chalaça da moda de então que tarda em fenecer. Mais do que nunca, mais do que rodriguinhos para amigos e inimigos de estimação, é mais do que tempo de começar a fazer sentidos.