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anátema

Deixem-me proferi-lo: Quem ficar indiferente à intensidade de Screamin’ Jay Hawkins merece penar no despojado bocejo de Telheiras, no defrost de um microondas, no beije de quatro paredes, no enfado de um ensaio de Eduardo Lourenço. Acredite quem quiser, quem ainda souber o que desejar, este planeta mover-se-ia com um pouco menos de fado se não houvesse tanto medo de dançar e de soltar uns berros de vez em quando.