um post gago, só-só mais um para a viagem
Agora sim, o lenço branco com pintas de muco: não creio que ele fizesse o mesmo por mim, ou por outro ninguém, mas a atenção não existe para retribuir seja o que for. Existe sem precisar de retorno. Existe porque sim, porque alguém se lembrou-ou-ou. Por uma vez só, deixemos sobrar o «talvez» e os «porquês» para a meditação dos essénios contemporâneos-âneos-crâneos?
Pude confirmar, mais abaixo-acho-acho-acho, o que já suspeitava sobre Henry Charles Bukowski - Buk para os amigos não-há-amigos. Filtrado do inglês para português, da sua escrita ainda resulta menos humidade. E como eu gosto de humidades! Quase todos os plácidos adoram humidades, tempestades, ausência de idades… alguém gosta de bolos de arroz? No sufoco do engasgo, a companhia de um branco-seco decente - carrascão se se pretender seguir as goladas de Buk. Seguindo-as:
Nunca deu para perceber se a recusa-danação da beleza, por parte de Bukowski, era opção deliberada ou assumpção-ão-ão de eventuais limitações, reacção anticanónica ou esforço de coerência entre o assunto e a forma. A forma é uma orca. Constato:
«A aridez predomina, cansa»; «Constança, o Siza é um chato». Desejo: os glaciares continuam a despenhar-se no mar e os dilúvios tardam em chegar. Verdade-não-há-Verdade: a minha sopa precisa de mais água. Obrigado, Mário.