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respeito, um gajo homem tem que dar-se ao


não o fazer – atreveu-se a perguntar se tinha sido eu o autor: «… sabe, alguma coisa naquele desenho no fim, as letras, lembram-me os seus comunicados do condomínio…». Fiquei verde. Não fosse o sorriso malandro que acompanhou a pergunta e logo ali teria proferido um disparate qualquer que confirmaria a suspeita da senhora.

Em vez disso, dei-lhe uma resposta meio desinteressada e fui-me embora a resmungar comigo em silêncio: «mas que raio de ideia ando a dar de mim às pessoas?… se fosse capaz de escrever aquilo, talvez ouvisse psytrance a toda a hora… também passaria o tempo livre a destruir campos de milho transgénico… não era mal pensado… talvez fosse mais coerente… deveria ser mais sério? quase tudo ficaria mais aborrecido…». E assim por diante, sem chegar a nenhuma conclusão.