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disco compacto interior


De caras, de esguelha, através, seja qual for o ponto de vista, as imagens deste clip não valem um piscar de olhos. Esta apreciação negativa deve-se, sem dúvida, ao desconhecimento dos nomes das drogas que irrigam o psicadelismo destes tempos que correm em todas as direcções.

Já a música, quando a ouvi pela primeira vez na RADAR, de tão fresca apeteceu-me nadar por entre as inspiradas baquetas e flautas lá no fundo. Só depois de ouvi-la meia dúzia de vezes seguidas na Hype Machine, entendi a natureza da banhada do banho: esquecendo o timbre diferente da voz, o melhor dos Pink Floyd (singles e álbuns iniciais) estava ali condensado a preceito, pronto para embalar memórias remotas e decepcioná-las logo após com o balde gelado da confirmação da paternidade.