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da ingrata beleza e a queda para a palhaçada?) »

vila do conde instamatic ou
rua de s. bento das portas fechadas

Passado demasiado presente nas falas do meu pai e, dentro dele, uma mulher com cara de pássaro. Nariz e queixo agudos, vida amarga. Doce? Mulher e doce na mesma frase: cada vez mais difícil. Os homens também desaprenderam os ofícios da canela e da cana-de-açúcar.

Pedras bonitas. Por todo o lado, pedras bonitas. O caudilho cobriu a careca de razão quando mandou pendurar Ruy Belo no muro em frente. Esta rua é alegre? Esta rua nunca foi alegre. As pessoas escondem-se entremuros, congratulam-se com as pedras bonitas do lado de fora e o poeta local já não sorri desde que perdeu os dentes.


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O filho da mulher com cara de pássaro morre de amor setecentas vezes por cada km. Obrigo-me a levá-lo a Lagos. Pelo caminho entrego a Ervidel a mãe de Miss T. e o seu sobrinho a Olhão. O Sol brilha. Dói. Desconfio. Não quero saber. Já que eu não, alguém há-de acreditar no meu autocarro do amor.

E falta a Nancy. A Nancy continua alegre. O Tempo não quer saber de orquídeas. A Nancy não quer saber do Tempo. É justo.