tu che non hai mai amato
O que dizer a propósito da escolha deste clip de Rita Pavone?
Não surgiu aqui como exemplo da contaminação – para o melhor e para o pior – da música popular italiana por variadíssimos elementos da cultura norte-americana desde o final da 2ª Guerra. Também não por causa das fabulosas modulações na voz da Rita. Nem sequer porque lhe acho não piada, mas essa virtude mais rara: a graça. Foi escolhida apenas porque aquele moço mais alto que finge dançar lá no fundo é-me tão semelhante na falta de jeito para esse acto. Quer se goste, quer não, o pop, um post pop, também pode ser isto: sob o mesmo lençol, lamento e trivialidade.