« portugueses | Main | à superfície do pântano, para uso de hábeis conformados »

programa

Quantos? Demasiados. Porfiam, como tantos outros antes deles, na confusão entre «caras» e «raras», na colagem de palavras caras com sentimentos aparentemente sublimes, sabendo de antemão que as palavras que mais valem nunca precisaram de preço para coisa nenhuma.

Ignoram? Não sei se ignoram. Talvez olhem para o lado para não ver: se houver algo sublime neste mundo, está decerto escondido na música, numa ou noutra curva de alguns corpos, talvez na coisa concreta que revela o sujeito. Arrepio e pele. Tudo o resto é distracção para sobreviver ao bocejo.