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nada ter para

Não entendo este rapaz. Escrita na fronte, a certeza para onde vai; de relance no olhar, um desencanto filho da mãe. Remete para aquelas personagens que aparecem nas bodas sem que ninguém saiba se vêm da parte do noivo ou da noiva. Reparamos na sua figura e chamamo-lo para junto de nós. Ele vem, enquanto vai debicando pratos e conversas, sem levar nada até ao fim. Atento ao que dizemos, faz-nos sentir especiais. Por momentos, parece que o lugar dele é ali. Pouco depois, percebemos que «ali» equivale a «lugar nenhum». E não adianta perguntar de onde vem ou convidá-lo para ficar – levamos de troco meio disparate e um sorriso. Sorrimos com ele, claro, gostamos da sua companhia, mas acabamos quase sempre de mãos vazias.