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shalom on ice

É suposto todas as bandeiras simbolizarem algo para os seus portadores. Segundo algumas conjecturas, a israelita, com a intersecção de dois triângulos opostos, contém a mensagem mais democrática de todas, i.e., «o que está em cima é igual ao que está em baixo», havendo também quem consiga entrever na estrela de seis pontas um ideograma de um conceito de religião: a união entre o Céu e a Terra.

É certo que, em grande parte dos sítios pró-israelitas que consultei ultimamente (ianques, sobretudo), é uma ideia assente que esta e as próximas gerações irão enfrentar uma guerra sem tréguas contra o Islão, e não só no Médio Oriente. Presumo que se tivesse visitado sítios pró-islamitas, encontraria nos mais indefectíveis a mesma crença, com o inimigo do avesso.

É óbvio que estas pessoas, de ambos os lados, têm as ideias escaldadas pelo sol do deserto. Para piorar a espiral de disparates sangrentos, ainda por cima são ajudadas por uma cambada de filhos da puta com a visão e as contas bancárias afogadas em crude e nas armas.
Não sendo possível saber se o futuro vai coincidir com os receios e anseios de toda esta gente, talvez fosse um disparate menor se naquela região, onde ainda se concede demasiada importância a símbolos e sinais, surgisse uma bandeira qualquer parecida com esta: