eretz yisrael

Com o google cada vez mais cansativo (os links decentes costumam surgir ao fim de uma dúzia de páginas), recorri depois a matéria mais fiável - a madeira das estantes e dos livros - e encontrei algo próximo do que procurava: «História da Linguagem» de Julia Kristeva e «A Passo de Caranguejo» de Umberto Eco.
Por alguns excertos serem pouco abonatórios do lugar à parte para que alguns costumam remeter a cultura judaica, hesitei um par de segundos antes de utilizá-los aqui. A ser verdade o que dizem da origem de certos apelidos portugueses, não deveria fazê-lo, pois, penduradas nos ramos mais próximos da minha árvore genealógica, encontram-se características morfológicas e repetições de Carvalhos, Pereiras e Silvas bastantes para me causarem problemas, caso tivesse vivido na Alemanha dos anos 30.

Até que ponto é que essas condições foram conseguidas à custa da predação dos mais indefesos, e até onde chegarão os argumentos das elites para convencer-nos a abdicar de algumas delas, são assuntos que ultrapassam as margens desta meia dúzia de posts. Reduzindo esta posição ao essencial: ainda bem que não passo fome e ainda detenho alguma liberdade de expressão.
É então forçoso sentir-me também grato em relação aos que lutaram e lutam pela melhoria das condições básicas de vida para o maior número possível de indivíduos, condições essas sem as quais nenhum sistema de valores consegue perdurar.