nada
ter para dizer um ao outro.
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de que um episódio acabou.
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dos protagonistas impede filmagem dos próximos capítulos», surgiu um dia no quadrinho de lousa onde apontávamos a mercearia em falta.
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o que é isso do amor? sim, amor assim, amor assado, amor escrito por todo o lado, quando é sabido que uma palavra repetida até à exaustão perde todo o sentido.
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pensar em ti a toda a hora. isso foi um pifo encantador que durou dois anos. bom? claro que foi bom. cacofónico, harmónico, tanto fazia desde que não telefónico. seja, telefónico até.
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ora! prefiro amoras.
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sabes tu onde se encontra o amor? até pode estar nas entrelinhas do despacho de acusação que começa e acaba com «nunca dizes que me amas».
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que não deve ficar muito longe do cuidado com que preparava um daqueles pratos de massa de que tanto gostavas e escondia o desencanto quando dizias que, afinal, te apetecia ovos com batatas fritas.
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cortá-las às rodelas da tua espessura, retirá-las um pouco antes do castanho-escuro e polvilhar com medida certa de sal e um pouco de alho.
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a clara em volta da gema crua.
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o amor tenha acontecido enquanto lançava algum óleo a ferver para cima da gema, deixando-a coberta com uma película suave que pedia para ser quebrada com um pedaço de pão ou meia batata frita.
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gente a precisar de cuidados, profissionais do comércio de sentimentos que utilizam o mesmo nome para traduzir posse, exploração, escravatura.
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não existe já comércio que chegue?
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dizia um dos meus vates que, antes de tudo o mais, trata-se de «dar e receber».
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e passe a ingenuidade: esta mania de tudo negociar que nos rodeia e contamina e transforma relacionamentos numa valente bosta.
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uma porra sem sentidos.
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eu nado, tu nadas, nós nada.