do amor em tubos de ensaio
Mas o que vem a ser a luz? (…) um físico pode sempre dizer que a luz é a oscilação do campo electromagnético.

Se se enrolar um fio, dando muitas voltas, em torno de uma barra de ferro não magnetizada e depois se fizer passar corrente no fio, o ferro transforma-se num magnete. O ferro enrolado no circuito consegue exercer uma força magnética suficiente para levantar pesos descomunais, pesos muito maiores do que aqueles erguidos por Melquíades na aldeia de Macondo.
Ao contrário dos pólos de um íman, que até agora nunca foram separados, as cargas eléctricas positiva e negativa podem ser separadas. Não gostam de ser separadas, mas podem sê-lo (a electricidade seria uma boa confusão se houvesse três tipos de carga, em vez dos dois que conhecemos, tal como seria uma boa confusão se houvesse três sexos).
Sabe-se hoje muita coisa, mas ainda não se sabe tudo. Não se sabe ainda, por exemplo, se é ou não possível isolar um pólo magnético (um “monopólo”). O electromagnetismo clássico não inclui essa possibilidade (…), mas as modernas teorias quânticas (…) admitem a existência desses “monopólos”.