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do amor em tubos de ensaio

O padre português Teodoro de Almeida escreveu, em meados do século 18, uma “Recreação Filosófica” (…). Aí resume a doutrina newtoniana da luz ao dizer «o fogo consta de umas partículas de matéria muito subtis, as quais, de sua natureza, se movem com um movimento vibratório e trémulo, porém muito rápido e muito forte» (…) «A luz é fogo muito puro».

Mas o que vem a ser a luz? (…) um físico pode sempre dizer que a luz é a oscilação do campo electromagnético.

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O âmbar é uma substância extraída de árvores antigas (…) com uma propriedade curiosa: quando esfregada pode atrair pequenos objectos (…) palhas ou papéis, tal como um íman é um atractor de peças metálicas (…) que ama promiscuamente todos os alfinetes ou clips que vê.

Se se enrolar um fio, dando muitas voltas, em torno de uma barra de ferro não magnetizada e depois se fizer passar corrente no fio, o ferro transforma-se num magnete. O ferro enrolado no circuito consegue exercer uma força magnética suficiente para levantar pesos descomunais, pesos muito maiores do que aqueles erguidos por Melquíades na aldeia de Macondo.

Ao contrário dos pólos de um íman, que até agora nunca foram separados, as cargas eléctricas positiva e negativa podem ser separadas. Não gostam de ser separadas, mas podem sê-lo (a electricidade seria uma boa confusão se houvesse três tipos de carga, em vez dos dois que conhecemos, tal como seria uma boa confusão se houvesse três sexos).

Sabe-se hoje muita coisa, mas ainda não se sabe tudo. Não se sabe ainda, por exemplo, se é ou não possível isolar um pólo magnético (um “monopólo”). O electromagnetismo clássico não inclui essa possibilidade (…), mas as modernas teorias quânticas (…) admitem a existência desses “monopólos”.

Excertos de «Física Divertida», Carlos Fiolhais (1991)
Imagem da capa do «Tratado da Luz, Onde São Explicadas as Causas do Que Acontece na Reflexão e na Refracção e particularmente na Estranha Refracção do Cristal da Islândia», Christian Huygens (1695)