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F.

Voltei a vê-la. Já não acontecia desde Setembro último, quando foi trabalhar para longe. E voltou a acontecer. Não o cheiro, porque o olfacto dos fumadores é miserável. Não o desejo, porque só uma estrutura mental contígua à de um pedófilo pode ambicionar algum tipo de osmose com a santidade através da posse de corpos ingénuos. Não. Contágio puro. Básico. A expressão «burro cheio de sorte», que serve por vezes como auto-definição, aplica-se aqui sem hesitações. Suponho que pode acontecer a qualquer um uma ou outra vez: estar nas imediações de alguém capaz de, sem nada fazer explicitamente nesse sentido, impelir os mais próximos a fazer bem a quem se cruzar com eles logo após. O pudor de escrever num sítio semi-público impede-me de fornecer detalhes, mas há mais pessoas assim do que os telejornais fazem crer.