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DK-7


Arnold J. Toynbee (1889-1975) dedicou grande parte da sua vida ao estudo da História. De resto, foi mesmo esse o nome que escolheu para a sua principal obra. À partida (ainda a meio do 1º de 12 volumes, raios), apresenta a vantagem de perspectivar o fluxo histórico em termos de civilizações e não de nações, como era norma até ao início do século passado. Por outro lado, uma das críticas que recebeu nos últimos cinquenta anos incide na importância que Toynbee terá dado ao papel desempenhado pela religião no processo evolutivo das cerca de duas dezenas de civilizações que analisou.

Creio que todos os que frequentaram liceus e escolas secundárias no último meio século terão ouvido falar da inferioridade tecnológica como factor decisivo para o desaparecimento de civilizações. Pois Toynbee considerava a estagnação da criatividade e a decadência moral e religiosa como principais roedores dos alicerces da maior parte das que estudou.

O temperamento e as limitações impedem-me de privilegiar qualquer um destes pontos de vista. Mais fácil parece conjugá-los, quer numa lógica simplista do género one thing leads to another, quer intrometendo procedimentos dialécticos no meio do barulho decorrente da dinâmica causa-efeito.

Mais tentador ainda é ver derivar da leitura sons, línguas e significados; imaginar rodents em combate contra as rodas dentadas do progresso, sem saber, antes do final da batalha, quem é a vítima e quem é o predador. Na margem, Montezuma, divindade em part-time, with his coca leaves and pearls e sacrifícios humanos. Na corrente, disfarçado de Deus montado num cavalo coberto de plumas, he came dancing across the water, Cortez, Cortez, what a killer.