o fantasma de Tom Joad
Sobrando algum tempo no próximo fim-de-semana, é provável que surja aqui um exercício de name-dropping que misture Bruce Springsteen com Wittgenstein, Cocteau, Soeiro Pereira Gomes, Steinbeck, e ainda um ou outro relato de experiências pessoais em bairros degradados lisboetas. Isto na sequência de me terem dito, a propósito de alguns posts aí para baixo, que “sofro de uma visão lírica da classe operária”.
Antes disso, um clip do melhor álbum de Springsteen e uma pequena transcrição de uma sua entrevista recente à CBS:
“Acho que, desde o início, tenho tentado reflectir sobre a distância entre os ideais e a realidade americana. Um pouco como naquela história do canário na mina de carvão. Quando escurece – e agora está bem escuro – o canário tem de cantar.”