Há poucos dias, um exilado em Lisboa, mal regressou a Vila do Conde, poisou o saco e foi dar um passeio a pé.
Reparou no presumível investimento de uma pipa de milhões de euros em mobiliário urbano, pavimentações, recuperação de edifícios, arruamentos, pracetas, etc., quase tudo denotando um cuidado bem distante do modernismo pimba usual em cidadezinhas da mesma dimensão.
Reparou também que não havia quase nenhum lixo nas ruas. A bem dizer, igualmente raras eram as pessoas – 8, para ser exacto, num passeio de 1 hora; números que repetiriam nos dias seguintes, em horários diferentes. A nortada, para variar, estava de férias, e a maior parte dos cafés e das lojas pertenciam às moscas.