Pessoas que o conheceram, contaram-me um dia que José Régio, tendo passado grande parte da sua vida em Portalegre, oscilava entre a saudade e o sufoco relativamente a Vila do Conde. Num momento mais apologético, escreveu umas estrofes demasiado repetidas em folhetos turísticos que começam com “Vila do Conde espraiada entre pinhais, rio e mar”, e terminam em “Lembra-me Vila do Conde, começo logo a suspirar”. Na adolescência era costume parodiar aquilo trocando «suspirar» por «vomitar». Ultimamente, mal regresso à minha terra, começo logo a bocejar. Pouco resta para além de memórias tão difusas quanto a imagem mais acima.