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De volta à Holanda, e ao Verão de 2005. Bob e Eliana conduziram-nos a uma aldeia no litoral Norte. Quanto mais nos aproximávamos, menos cidades no horizonte; sobretudo diques, relvados e água presa. Chegados ao tal sítio de que não recordo o nome, encontrámos uma quantidade impressionante de velhotes com cabelo cor de palha, casas minúsculas, todas de madeira, listadas como as da Costa Nova, em Aveiro, e ruas estreitíssimas. Bob explicou que as regras de construção eram rigorosíssimas. Ali, construir um anexo no quintal envolvia um sem número de autorizações municipais. A intenção era conservar aquele sítio no tempo. Ideia vã, claro, mas ali aparentemente funcionava.
Foi agradável lanchar uns bichos esquisitos num restaurante do cais, e procurar sem êxito a presença de ruído. Estava sol, a água parecia quieta, e as pessoas moviam-se mesmo muito devagar. E crianças, onde estariam as crianças? Não vi crianças.