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Foz-do-Ave.jpg

Na minha terra natal, a Câmara Municipal entregou a Siza Vieira um projecto de renovação da zona marginal. Suponho que não deve faltar muito para estar concluído. Do que já se pode ver, a opinião geral pareceu-me positiva, excepto quanto à iluminação, quase inexistente, e quanto à impossibilidade de os carros circularem junto à praia. É provável que grande parte da população desejasse algo mais vistoso, que pudesse concorrer em animação nocturna com a marginal da cidade vizinha. Imagino também que receiem os pecados que possam vir a ser cometidos no escuro. Tentei, mais uma vez em vão, convencer alguns de que os namorados sem casa e sem carro ficaram assim com uma formidável pista de manutenção para o mais nobre dos desportos.

Entre outros detalhes, decerto mais dignos de nota, o projecto de Siza Vieira aplicou inúmeras canas de cerca de 1 metro de altura na delimitação de diversos carreiros – ou passagens pedonais, como se diz agora - paralelos e perpendiculares à praia. O efeito é de uma simplicidade e de uma eficácia visual invulgares. Receio apenas que a fragilidade das canas não resista a um par de Invernos rigorosos.

Comments

"Receio apenas que a fragilidade das canas não resista a um par de Invernos rigorosos".

Se for cana dupla (canabis) resiste a tudo ;-)

Já percebi porque abriste a caixa de pandora, digo, de comentários, sabias que ias estar tão hiperactivo que ia ser impossível comentar todos os posts. Já agora, os desenhos ficam bem com os posts, são mesmo... kafkianos.

Ó homem, tu acabaste de dar uma desejo irresistível de estar em Vila do Conde. Porque sou uma adepta compulsiva do desporto, obviamente! ;)))

( desculpa os erros: de me dar um desejo)

Maria, sabia que irias reparar no 'mais nobre dos desportos':)

Jorge, grato pelo apreço (mas cannabis?! já tenho sono que chegue:)

É a nossa avenida Alcatrão. Ou como foi apresentada em Veneza, "The Road Tar Boulevard". Será que o Siza chegou a pôr cá os pés?

imagino que ele não trabalhe sozinho, Paulo, mas no fundo não faço ideia (afinal, tu é que vives aí:)