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O terceiro filho é igualmente bonito, mas não é a beleza que me agrada. É uma beleza de cantor: a boca arrojada; o olho sonhador; a cabeça que precisa de uma cortina de veludo atrás para produzir efeito; o peito desmedidamente arqueado; as mãos que facilmente se sobressaltam e mais facilmente se deixam cair; as pernas que fazem cerimónia porque nada conseguem suportar. E, além disso, o timbre da sua voz não é cheio; engana por um momento; o especialista aguça o ouvido, mas perde o fôlego pouco depois.
Ainda que no geral tudo me tente a exibir este filho, prefiro mantê-lo oculto; ele também não tenta impor-se, não por estar consciente das suas falhas, mas por inocência. Sente-se, além disso, um estranho no nosso tempo; como se pertencesse com efeito à minha família, mas também a uma outra para sempre perdida, e por isso muitas desanima e nada o consegue entusiasmar.
Ainda que no geral tudo me tente a exibir este filho, prefiro mantê-lo oculto; ele também não tenta impor-se, não por estar consciente das suas falhas, mas por inocência. Sente-se, além disso, um estranho no nosso tempo; como se pertencesse com efeito à minha família, mas também a uma outra para sempre perdida, e por isso muitas desanima e nada o consegue entusiasmar.
Franz Kafka, "Onze Filhos", (3/11)