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O meu quarto filho é talvez entre todos o que tem o trato mais fácil. Um verdadeiro homem do seu tempo. Todos o compreendem. Situa-se num terreno comum a todos e todos são levados a concordar com ele. Talvez em virtude desta aceitação geral, o seu carácter ganhou uma certa ligeireza, os seus movimentos uma certa liberdade, os seus juízos uma certa despreocupação. Temos vontade de repetir alguns dos seus ditos, mas apenas alguns, pois no conjunto ele falha sempre por uma leviandade excessiva. É como alguém que salta admiravelmente, que corta o ar como uma andorinha, mas que acaba depois desconsoladamente no pó do deserto. Um nada. São pensamentos assim que me deixam amargo quando vejo este filho.
Franz Kafka, "Onze Filhos", (4/11)