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O quinto filho é amável e bom; prometia muito menos do que cumpria; era tão insignificante que na sua presença nos sentíamos quase sós. Se alguém me perguntar como isso aconteceu, não saberia responder. A inocência é talvez o que mais facilmente consegue impor-se à fúria dos elementos deste mundo, e ele é inocente. Talvez demasiado inocente. Amigável com todos. Talvez demasiado amigável. Admito: não gosto que o louvem à minha frente. Louvar claramente alguém tão claramente digno de louvor como é o meu filho faz do louvor uma coisa demasiado fácil.

Franz Kafka, "Onze Filhos", (5/11)