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Todos os que tornam público seja o que for deparam-se, mais tarde ou mais cedo, com as questões «para quê?» e «para quem?» - o velho problema da utilidade da mensagem, neste caso em apreço, a dos blogues. Ultrapassadas essas questões, poucas mais restam. Talvez «publicar o quê?», ou nem isso, pois o que rodeia «o melhor que se puder», pesa já o bastante para desfazer as dúvidas anteriores.

Ousando ir um pouco em frente, sobretudo no âmbito deste esforço muito pessoal de reaprender a ler blogues (e tendo apenas como objectivo a comparação de parâmetros como «utilidade/informação vs. entretenimento», «política vs. umbiguismo»), o mais fácil será inverter o enunciado supra, saltando da perspectiva de quem publica para a de quem lê. Desse modo, pode-se então começar por reparar na lista dos 20 blogues com maior nº de links (pelas 20:00 de ontem) no Technorati:

6 = INFORMÁTICA/TECNOLOGIA (todos nos dez primeiros: engadget, gizmodo, techcrunch, lifehacker, ars technica, mashable)
2 = BISBILHOTICE/JET SET (tmz, celebrity gossip)
1 = POSTAIS ILUSTRADOS ANÓNIMOS (post secret)
1 = IMAGENS DE GATOS (icanhascheezburger)
1 = Projecto colectivo de desenvolvimento da Wordpress.org e do sistema Open Source (automattic)
1 = BLOG OFICIAL DO GOOGLE (official google blog)
1 = JOGOS DE COMPUTADOR (kotaku)

Obs: destes 20, apenas 2 (beppe grillo e seth’s blog) apresentam posts que poderiam ser catalogados como «diários», sendo certo que o fazem muito esporadicamente, razão pela qual foram classificados enquanto «genéricos».

Obs2: face ao desconhecimento de um Blogómetro internacional, e extrapolando um pouco abusivamente do facto de um maior nº de links significar, à partida, mais leitores, poder-se-á concluir que a maior parte dos leitores de blogues em língua inglesa prefere a utilidade/informação ao entretenimento (mesmo que essa informação adquirida possa vir, presumivelmente, a ser aplicada depois no consumo de entretenimento).

Obs3: dos 20, só 3 se encontram alojados em plataformas de blogues (2 blogspots + 1 typepad), o que indicia uma menor dependência de templates padronizados, e daí, um maior domínio das linguagens informáticas.