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É. As fotos de cima e as de baixo foram tiradas por um telemóvel que salta, pincha, cai no chão e não se parte; tudo isso enquanto grava sons, vídeos e reproduz mp3. É sóbrio como o monólito de Kubrik. Compacto, todo negro, tão leve e estreito que pegar nele é uma experiência comparável à dos cantores pimba daquela fase dos 80s em que os micros se seguravam com as pontas dos dedos. Ando com vergonha de utilizá-lo em público. Pareço uma puta fina. O meu fado, talvez.

Alguém que deveria conhecer-me melhor ofereceu-mo para eu ficar sempre contactável. Como é possível? Se eu próprio não quero, não preciso, ter noção de mim a tempo inteiro.
Eu bem lhe disse que não consigo, ninguém consegue, ter piada e dizer coisas úteis ou interessantes a toda a hora. Não adiantou. Acabei por aceitá-lo. Não é fácil viver assim. Receio o pior.