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Bob

É holandês, professor de genética nas Universidades de Utrecht e de Leiden, surfista no resto do Mundo, e um grande amigo meu e de Eunice. Acolheu-nos durante uma dezena de dias no Verão passado. Na sequência desta série sobre «Estrangeiros» recordei agora mesmo o último dia em sua casa, onde vivia com uma nossa amiga portuguesa.

Colada a esta memória existem outras: uma viagem a umas aldeias do Norte da Holanda perdidas no tempo; uma conversa às escuras no pontão do porto de Scheveningen onde misturámos genética e misticismo, micróbios no estômago de gigantes mais o seis e o sete de «monkey gone to heaven»; cubos de bacalhau frito servidos pela noite dentro; uma prova de genebras numa confraria dos amigos das ditas; o humor sem pré-aviso de Bob e a sua paródia recorrente «Structure! You gotta have structure!».

Fazendo-lhe a vontade e de regresso ao início deste post: naquele último dia, tomávamos os quatro o pequeno-almoço por volta das 11:00 da manhã quando Bob perguntou se queríamos visitar mais uma meia dúzia de sítios para aproveitar o tempo até à hora de apanhar o avião; os três tugas entreolharam-se e, quase em simultâneo, dissemos que não, «vamos antes passar o dia a fazer comida e a conversar». Bob sorriu, disse que às tantas nós é que a sabemos levar, e foi abrir umas garrafas de vinho.