uma pausa
"O Outono em Pequim" foi publicado em 1947. Tem cerca de dúzia e meia de personagens e, a bem dizer, nenhum protagonista. Também existe um triângulo amoroso constituído por uma Rochela, um Ana que, apesar do nome de cão (segundo Boris Vian), é o seu companheiro, mais o amigo de ambos, Ângelo, que está apaixonado por Rochela.
Ângelo é a personagem mais sorumbática da história e daí as suas falas surgirem aqui em caracteres negros. Ana é bastante mais pragmático e, quando não está a trabalhar, o seu corpo confunde-se com o de Rochela, merecendo, por isso, que as suas intervenções no post mais abaixo estejam coloridas de vermelho.
Se este romance tivesse uma cor dominante seria um amarelo esbatido pelo vento e pelo calor, uma vez que a história decorre, a maior parte do tempo, num deserto. Não tivesse o grande chato do Stendhal já registado a patente dessas cores, e as linhas deste blog seriam, à vez, vermelhas e negras.