Antes de despejar os
odd posts mais abaixo, obriguei-me a ler um ‘ror de odes, à procura de exemplos ridículos que permitissem disfarçar os meus. À partida, a empresa prometia recompensa fácil. Sendo inerente à substância da ode a exaltação de sentimentos, e, inerente a estes, a desnecessidade de exaltação, naveguei confiante na obtenção de belos disparates.
Tendo tocado ao de leve nas margens de
Píndaro,
Ronsard,
Camões,
Coleridge,
Keats e o
Katano, ainda assim, os aziagos ventos da Infortuna desviaram-me para longe de algo que valesse a pena atracar num post.
Perto do fim, alguém me acenou adeus. Era
Horácio, um dos pioneiros do género, capaz de escrever uma enormidade como «É belo e glorioso morrer pela Pátria», e resgatar, de seguida, o meu respeito com «Até o bom Homero, por vezes, cochila». Nem isso evitou que me perdesse, como Bush e Sebastião, imerso num nevoeiro de palavras ocas e vãos intentos.