alien nation
Cego pelo sol e por algum esforço para atingir esse estado de felicidade aparente chamado «alienação», olhei para o lado durante a guerra no Líbano.
Obnubilado durante as férias por um pesadelo recorrente em que Fernando Santos balbuciava em grego «4-3-3? 3-5-2 ? 7-9-6?», nem reparei que: Gunther Grass tinha estagiado 3 meses nas Waffen SS; tantos anos depois de Guevara, Pedroto e Marcelo Caetano, Cuba e Setúbal e Marcelo Rebelo de Sousa continuam a constar do mapa noticioso; renomados especialistas em agitprop passaram, afinal, ao lado de reconhecidas carreiras científicas.
Assoberbado com um mês de revistas, blogues, microrelatos das férias (e trabalho, raios!) para pôr em dia, ainda não deu para ter a certeza se a estação lorpa aconteceu, se chegou a começar, se nunca acabou. |
Afortunadamente, deparo depois com isto:
Contactado pelo DN, David Damião, assessor do primeiro-ministro, nega: “é totalmente falso, lamentamos que Eduardo Cintra Torres não nos tivesse contactado antes de escrever o texto”. E acentua: “Nunca este gabinete interferiu na linha editorial de qualquer meio de comunicação social.”
A denúncia do jornalista também não me aquece e muito menos arrefece. A frase em bold, sim. Apenas porque, ao contrário dos renomados especialistas que não se cansam de jurar a pés juntos que os media se encontram nas mãos da esquerda, o que implica olhar para os Srs. Pinto Balsemão, Pais do Amaral e Joaquim Oliveira como perigosos bolcheviques, eu acredito piamente que este Governo nunca interferiu na linha editorial de qualquer jornal ou televisão. Convenhamos: nem sequer é preciso.