26.06.09

E chega. Em baixo ficam quatro coisas que gostei de fazer enquanto andei por aqui.

25.06.09

so bury me in wood
and I will splinter
bury me in stone
and I will quake
bury me in water
and I will geyser
bury me in fire
and I'm gonna phoenix

Não há mundo aqui, dizia o anúncio, procuro sítio mais discreto, discreto como Setembro. Setembro nunca me desiludiu. Espero que faça frio, ou nem isso. Vai sempre haver música, pouco mais importa.
Fénix, blog e uma cadeira vazia? Grande treta, hão-de convir.

Não entendemos este rapaz. Escrita na fronte, a certeza para onde vai; de relance no olhar, um desencanto filho da mãe. Quase remete para aquelas personagens que aparecem nas bodas sem que ninguém saiba se vêm da parte do noivo ou da noiva. Reparamos na sua figura e chamamo-lo para junto de nós. Ele vem, enquanto vai debicando pratos e conversas sem levar nada até ao fim. Atento ao que dizemos, faz-nos sentir especiais. Por momentos, parece que o seu lugar é ali. Percebemos pouco depois que ali é apenas um advérbio de modo. E não adianta perguntar de onde vem ou convidá-lo para ficar – levamos de troco meio disparate e um sorriso. Sorrimos com ele, claro, gostamos da sua companhia, mas acabamos sempre de mãos vazias.

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música de Pedro Lago, palavras de Dostoievski (às avessas),
imagens do meu telemóvel.

véspera

I thought it would last my time -
the sense that…
I knew there'd be false alarms.
Things are tougher than we are.
- But what do I feel now? Doubt?
Or age, simply?
It seems, just now,
to be happening so very fast;
For the first time I feel somehow
that it isn't going to last,
that before I snuff it…
Gone.
Most things are never meant.
This won't be, most likely.
I just think it will happen, soon.



«Going, Going», Philip Larkin, 1972
(apropriação de pedaços)